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21 de maio de 2016

Dia 23 de março, eu estava entrando de greve, que seria a maior da história de SP, foram 3 meses de luta

Em greve ! Discurso e prática. Não é só salário. É por 20 mil professores demitidos e impedidos de trabalhar. A luta é grande, a vitória é distante, mas só com unidade temos alguma chance de mudar algo na educação do estado de SP. Perfeito não vai ficar, mas com vontade politica, dá pra melhorar !!!!!!! Geraldo Alckmin, vamos conversar / negociar ???

Pior nota possível que a secretária estadual da educação poderia anunciar para desestimular uma greve. Aumento de salário de 10% por mérito é ridículo. Estamos cheio de professores com muito méritos, ganhando muito mal. Só para quem está na rede, para entende e levar com bom humor está nota.


A greve dos professores é acusada por muitos por ser uma ação política, contra o pobre e injustiçado governador. Mas receber um dos maiores sindicatos da América latina, apenas duas vezes em 45 dias não é uma atitude política, característica comum ao PSDB? Minha greve é política sim, pq como Paulo Freire disse: ser professor é um ato político.
Outro detalhe importante é q o sindicato aprovou um calendário em janeiro, com todos os passos que seguiria e que se não fosse atendidas as reivindicações no dia 13 de março, teríamos uma assembléia q indicava a greve. Neste caso até o início da greve houve mais de dois meses para que uma negociação fosse aberta.

Mas vamos ignorar os mais de 50 alunos em sala, coisa que o estado nega. Tbm vamos ignorar o não repasse de verba este ano q atrasou a compra de materiais básicos, vamos ignorar a falta de funcionários e a demissão dos estagiários, tbm podemos ignorar o abandono das escolas do estado e a falta de segurança com os professores, alunos e prédio público. Ignorando tudo isso, ainda assim está greve seria justa pelos 20 mil professores que estão impedidos de entrarem em sala de aula e pelo 0% de aumento.

O PSDB no governo de SP, tem muitos méritos na forma como dividiu a classe de professores e enfraqueceu o movimento sindical, tudo através de uma forma de contratação que deixam os professores amedrontados de lutar por um bem maior. Mas esta condição que o próprio governo submeteu os professores, está se virando contra ele, hoje são 20 mil professores demitidos que estão indo para as ruas. E são milhares de professores trabalhando, sabendo que ano que vem, eles serão os demitidos (em ano eleitoral). Esta situação ficou tão insustentável que agora o governador em suas curtas referencias a greve, fala apenas aos categorias O, levantando possibilidades, já levantadas em greves passadas e nada de concreto foi efetivamente realizado.

Pra quem ama o ambiente escolar, pra quem tem orgulho de ser professor, para quem ama está próximos dos alunos, pra quem é professor por opção política, não tem nada pior do que uma greve. É doloroso, mas não acredito que as conquistas em prol da educação venham sem lutas. Mesmo com saudades dos alunos, cansado de tanto menosprezo da sociedade e da classe, mesmo se sentindo nadando contra a maré. Está em uma manifestação com sonhadores e loucos como eu, dar forças para mais uma semana na espera do sonho de uma unidade da classe. A greve continua e a culpa é sua Geraldo Alckimin, por não acabar com a duzentenas, por não construir novas escolas e possibilitar salas menos numerososas, por demitir 20 mil professores no início do ano, por não propor valores referentes ao reajuste salarial, por demorar 60 dias para enviar a primeira proposta de negociação, por mentir para sociedade ao inventar um salário que ninguém no estado ganha, por inventar uma nova data base e por mentir sobre os 45% de reajuste.

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